17/11/2003
Dois artigos sobre CSS
Hoje destaco dois artigos da Molly Holzschlag, que traduzi para o meu site. Fazem parte de uma série chamada "CSS: A verdadeira linguagem de design na web". O primeiro fala-nos da importância da separação entre a apresentação e a estrutura dos documentos, de como hoje em dia isso já é possível, e o que podemos fazer para o conseguir. O artigo chama-se precisamente "A separação entre a apresentação e a estrutura dos documentos". O segundo aborda os principais métodos e conceitos do CSS, como a herança e a cascata e mostra as várias maneiras de incluír estilos nas páginas. O artigo chama-se "Principais conceitos e métodos do CSS".
Molly E. Holzschlag é autora, instrutora e designer. Como membro do Web Standards Project (WaSP), Molly trabalha em conjunto com um grupo de profissionais da Web no sentido de promover as recomendações do W3C. Mais sobre as suas actividades em http://www.molly.com.
Molly E. Holzschlag é autora, instrutora e designer. Como membro do Web Standards Project (WaSP), Molly trabalha em conjunto com um grupo de profissionais da Web no sentido de promover as recomendações do W3C. Mais sobre as suas actividades em http://www.molly.com.
24/10/2003
O que são e quais são os standards Web?
O que são standards Web?
O W3C desenvolve especificações abertas (standards de facto) para melhorar a interoperabilidade de produtos relacionados com a Web. Depois de submetidas aos membros e director do W3C, estas especificações são aprovadas formalmente como Recomendações do W3C. É a estas especificações que chamamos standards Web.
E quais são os standards?
Quando falamos em Standards Web Referimo-nos às seguintes linguagens:
Linguagens Estruturais:
Extensible Hypertext Markup Language (XHTML) 1.0
XHTML 1.1
Extensible Markup Language (XML) 1.0
Linguagens de Apresentação:
Cascading Style Sheets (CSS) Level 1
CSS Level 2
CSS Level 3
Modelos de Objecto:
Document Object Model (DOM) Level 1 (Core)
DOM Level 2
Linguagens de Scripting:
ECMAScript 262 (a versão standard do JavaScript)
Outras Liguagens de Apresentação (Markup):
Mathematical Markup Language (MathML) 1.01
MathML 2.0
Scalable Vector Graphics (SVG) 1.0
…bem como outros standards emergentes, tais como para browsers para televisão e PDA.
(Adaptado de "WaSP - Lutando por Standards", a missão do Web Standards Project)
O W3C desenvolve especificações abertas (standards de facto) para melhorar a interoperabilidade de produtos relacionados com a Web. Depois de submetidas aos membros e director do W3C, estas especificações são aprovadas formalmente como Recomendações do W3C. É a estas especificações que chamamos standards Web.
E quais são os standards?
Quando falamos em Standards Web Referimo-nos às seguintes linguagens:
Linguagens Estruturais:
Extensible Hypertext Markup Language (XHTML) 1.0
XHTML 1.1
Extensible Markup Language (XML) 1.0
Linguagens de Apresentação:
Cascading Style Sheets (CSS) Level 1
CSS Level 2
CSS Level 3
Modelos de Objecto:
Document Object Model (DOM) Level 1 (Core)
DOM Level 2
Linguagens de Scripting:
ECMAScript 262 (a versão standard do JavaScript)
Outras Liguagens de Apresentação (Markup):
Mathematical Markup Language (MathML) 1.01
MathML 2.0
Scalable Vector Graphics (SVG) 1.0
…bem como outros standards emergentes, tais como para browsers para televisão e PDA.
(Adaptado de "WaSP - Lutando por Standards", a missão do Web Standards Project)
22/10/2003
Introdução aos Standards Web
Tim Berners-Lee tinha um sonho para a sua invenção, a World Wide Web: um espaço comum onde os utilizadores pudessem partilhar informação para trabalhar em conjunto, jogar e socializar. Como programadores web, ao criar sites de negócios, sociais e educacionais, tornamos esse sonho realidade.
Neste período de enorme crescimento, a Web precisa de orientação para alcançar o seu pleno potencial. Os standards são essa orientação, e ajudam a assegurar que todos têm acesso à informação que fornecemos, tornando também o desenvolvimento para a web mais rápido e agradável.
A conformidade com os standards torna mais fácil o uso da web para as pessoas com necessidades especiais. As pessoas cegas poderão fazer com que os seus computadores lhe leiam as páginas web. As pessoas com dificuldades de visão poderão reorganizar e ampliar as páginas para mais fácil leitura. As pessoas que usam dispositivos de mão (hand-held) poderão navegar na Web com a mesma facilidade daquelas que usam estações de trabalho mais sofisticadas.
Como vamos explicar, existem também razões práticas para os programadores se interessarem pelos standards web. Os motores de pesquisa indexam mais facilmente os sites, por exemplo. O uso de código específico de um browser duplica ou triplica por vezes a tarefa de criar páginas web, e deixa muito a desejar quando novos meios de acesso forem criados. A situação apenas irá piorar sem a orientação dos standards web.
Alguns receiam que os standards sejam limitadores. Na realidade, eles retiram muito do trabalho tedioso envolvido na produção para a Web, e dão aos produtores mais tempo e flexibilidade para ser verdadeiramente criativos. Estão, de igual forma, abertos aos desenvolvimentos futuros e conscientes das tecnologias anteriores.
Muitas formas de uso da Web, incluindo algumas que hoje em dia não passam de sonhos, não serão possíveis ou serão mais difíceis de atingir, sem um respeito abrangente pelos standards. De momento, existem sistemas e software muito comuns, quase universais, mas quem sabe o que se passará num futuro próximo? Ao nos ligarmos ao controlo de uma única companhia significa que limitaremos o futuro ao que de bom ou mau essa companhia puder ou conseguir fazer. Mantendo standards universais permitirá que a Web sobreviva, encorajando a continuação da inovação ao ritmo actual.
Os standards têm tanto para oferecer que nós, no Web Standards Project (WaSP) consideramos que é necessário ajudar-vos a aprender algo mais sobre eles. Este documento é apenas um ponto de partida; dar-vos-á uma compreensão sólida de quais são os standards que existem, porque existem, e porque deverão debruçar-se sobre eles. Cada vez que criamos um pouco da web, estamos a contribuir para o espaço de informação comum que ela é. Podemos engrandece-la ou podemos acrescentar-lhe peso que a fracturará. A escolha pertence-nos; as consequências pertencem a todos.
(Retirado de "O que são standards web e porque devo usá-los?", brevemente disponível no site do Web Standards Project. Tradução de Pedro Mendes e André Ribeirinho. Versão original)
Neste período de enorme crescimento, a Web precisa de orientação para alcançar o seu pleno potencial. Os standards são essa orientação, e ajudam a assegurar que todos têm acesso à informação que fornecemos, tornando também o desenvolvimento para a web mais rápido e agradável.
A conformidade com os standards torna mais fácil o uso da web para as pessoas com necessidades especiais. As pessoas cegas poderão fazer com que os seus computadores lhe leiam as páginas web. As pessoas com dificuldades de visão poderão reorganizar e ampliar as páginas para mais fácil leitura. As pessoas que usam dispositivos de mão (hand-held) poderão navegar na Web com a mesma facilidade daquelas que usam estações de trabalho mais sofisticadas.
Como vamos explicar, existem também razões práticas para os programadores se interessarem pelos standards web. Os motores de pesquisa indexam mais facilmente os sites, por exemplo. O uso de código específico de um browser duplica ou triplica por vezes a tarefa de criar páginas web, e deixa muito a desejar quando novos meios de acesso forem criados. A situação apenas irá piorar sem a orientação dos standards web.
Alguns receiam que os standards sejam limitadores. Na realidade, eles retiram muito do trabalho tedioso envolvido na produção para a Web, e dão aos produtores mais tempo e flexibilidade para ser verdadeiramente criativos. Estão, de igual forma, abertos aos desenvolvimentos futuros e conscientes das tecnologias anteriores.
Muitas formas de uso da Web, incluindo algumas que hoje em dia não passam de sonhos, não serão possíveis ou serão mais difíceis de atingir, sem um respeito abrangente pelos standards. De momento, existem sistemas e software muito comuns, quase universais, mas quem sabe o que se passará num futuro próximo? Ao nos ligarmos ao controlo de uma única companhia significa que limitaremos o futuro ao que de bom ou mau essa companhia puder ou conseguir fazer. Mantendo standards universais permitirá que a Web sobreviva, encorajando a continuação da inovação ao ritmo actual.
Os standards têm tanto para oferecer que nós, no Web Standards Project (WaSP) consideramos que é necessário ajudar-vos a aprender algo mais sobre eles. Este documento é apenas um ponto de partida; dar-vos-á uma compreensão sólida de quais são os standards que existem, porque existem, e porque deverão debruçar-se sobre eles. Cada vez que criamos um pouco da web, estamos a contribuir para o espaço de informação comum que ela é. Podemos engrandece-la ou podemos acrescentar-lhe peso que a fracturará. A escolha pertence-nos; as consequências pertencem a todos.
(Retirado de "O que são standards web e porque devo usá-los?", brevemente disponível no site do Web Standards Project. Tradução de Pedro Mendes e André Ribeirinho. Versão original)
21/10/2003
Algumas cores novas
Antes de entrar no tema dos Standards Web a sério, há que arrumar a casa. As cores mudaram um pouco, para tons mais sóbrios. Afinal este é um assunto sério :-). Aos poucos vai ficando melhor. Amanhã contamos fazer mais algumas alterações e entrar no fascinante mundo dos Standards Web, explicando o que são afinal de contas.
Benvindos a Webstandards-PT
Este será um blog sobre os Standards Web. Aqui explicaremos o que são, e quais são. Explicaremos porque são necessários para construir uma Web que funcione. Mostraremos bons exemplos de sites construidos com base em Standards Web e, por oposição, maus exemplos. Divulgaremos artigos sobre este tema. Falaremos com especialistas. A discussão é aberta a todos aqueles que quiserem participar. O visual do site para já é o de default, mas será alterado em breve. Ponham as vossas questões e façam os vossos comentários usando o endereço webstandards_pt (at) fastmail (ponto) fm.